sábado, 17 de março de 2012

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  • Ele: Oi.
    Ela: Oi.
    Ele: Posso me sentar aqui?
    Ela: A praça não é minha. A vida é tua.
     
  •  Ele se senta.
    Ele: Dia difícil é?
  • Ela: Talvez.
    Ele: Como?
    Ela: Talvez
    Ele: Não. Digo,como assim? Talvez?
    Ela: Gosto dessa palavra. Uso quando não quero responder ao que perguntaram.
    Ele: Ah.
     
     Ela deu um sorriso sarcástico.
  • Ele: Aposto que se eu fosse ele,sorriria por mim.
  • Ela: Ele quem?
    Ele: O cara que você ama.
    Ela: Não amo um cara.
    Ele: Eu sei que ama. Eu te entendo.
    Ela: Sofre também?
    Ele: O que?
    Ela: Digo,sofre por amor também? Que nem eu?
    Ele: Não... Por amor não. Pela falta dele,talvez.
    Ela: Talvez?
    Ele: É. Gosto dessa palavra. Uso quando não quero aceitar os fatos. Aprendi com uma menina a uns minutos atras. Ela tem um sorriso lindo.
    Ela: Como sabe do sorriso dela? Ela nem sorriu.
    Ele: Eu aposto nisso. Ela ainda vai sorrir pra mim.
    Ela: Acho difícil. Ela está tendo um dia difícil.
    Ele: Eu não.
    Ela: Ah,então ela te desafia.
    Ele: E eu desafio ela a começar tudo de novo. 
  •   Ela olha para baixo.
    Ele: Oi,posso sentar aqui?
  •   Ela sorriu.
  • Ele: Viu,eu disse.
    Ela: O que?
    Ele: Que você tinha um sorriso lindo.


Cada relacionamento entre duas pessoas é absolutamente único. Por isso você não pode amar duas pessoas da mesma maneira. Simplesmente não é possível. Você ama cada pessoa de modo diferente por ser quem ela é e pela especificidade do que ela recebe de você." 
— A Cabana - William P. Young