sábado, 8 de outubro de 2011


Querido,
  Me pergunto a toda hora onde você deve estar. Agora, enquanto escrevo esta carta - que talvez nunca chegue até você - em meu quarto , imagino você em um banco de praça lendo um livro qualquer totalmente imerso na história, ou andando por aí sem rumo como faz quando está com raiva; talvez, possa estar apenas na sua cama deitando sua cabeça sobre seus braços cruzados acima do corpo. Não sei ao certo, mas seja onde estiver não seria o suficiente para mim apenas saber. Queria poder arrancar o tal livro de suas mãos e aliviar sua raiva com um beijo, pedir para que me olhe demoradamente ou apenas estar do outro lado da cama que tu ocupa, deitando minha cabeça sobre ti; queria estar com você.  Mas que droga querido, como posso te amar tanto assim? e eu lembro que um dia tentei negar… fingi pra mim mesma que era mais forte do que esse sentimento estúpido que embrulha minha barriga a cada simples olhar. Me fiz de durona… e chorei. A verdade é que sinto falta do seu sorriso, da sua mania de sussurrar em meu ouvido ou do modo como você me olhava. Dói demais não poder correr pra te abraçar e chorar no teu ombro a sua falta, não poder ouvir sua voz me contando histórias bobas com um sorriso de lado; dói não ter você aqui para segurar minhas mãos e me ajudar a seguir em frente. Não sei ao certo se posso aguentar sequer mais um dia.  As coisas por aqui me lembram os momentos românticos aos quais passávamos aos fins de semana, e eu costumo andar pelas ruas a toda hora tentando encontrar você ao virar uma esquina. Não tenho coragem de digitar seu número no telefone e ouvir sua voz, então escrevo. Escrevo esperando que você saiba que não acabou e que, se pudesse, eu pegaria a primeira estrada de encontro à você. Entendo se, por acaso, esta carta chegar quiser amassar o envelope aveludado, mas se chegar a ler essas linhas espero que saiba que te amo.
  Com todo amor e carinho, 
                Aline.

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