segunda-feira, 16 de julho de 2012

— Lucas vem cá.
— Tô aqui do seu lado, fala.
— Promete não rir?
— Diz, Babi. Ele ri.
— Quero fazer xixi.
— O quê?  Ele dá uma gargalhada.
 — É sério, quero fazer xixi.
— Vai no banheiro amor.
— Tô com preguiça. Ele continua a rir.
— É sério, amor.
— 2:15 da manhã e eu mereço ouvir isso?  Ele ri.
— Além do mais, tô com medo de ir lá amor. Vai comigo?
— O quê? Repete.  Continua a rir.
— Me carreg
a? É sério amor, quero fazer xixi.
 Ele levanta do sofá, enquanto ela estica os braços para ele a pegar no colo. Ele vai em direção ao banheiro. Ele a coloca no chão e ela diz:
— Me espera aqui, tá?
— Tá bom, Babi. Vai logo.
— Senta direitinho ai, amor.  Ele se senta encostando na porta.
— Sentei.
 Ela vai ao banheiro, ele escuta a descarga e o som da torneira sendo ligada.
— Acabou?
— Uhum.
— Posso voltar pra sala?
— Não, antes me carrega? Ele ri a segurando pela perna. A coloca nos ombros e volta para a sala.
— Mijona. Ela ri.
— Para, pelo menos sente o cheirinho da minhã mão. Ele cheira.
— Cheirinho de sabonete.
— Sou uma mijona cheirosinha.
— E eu um namorado perfeito.
— Perfeito?
— Claro, me diz um garoto que espera a namorada na porta do banheiro.
— Você.  Ela ri.
— Só eu.
— Apenas você.
— E só você mesmo para me tirar de frente da televisão para te levar no banheiro.
— Pensa pelo lado bom.
— Que lado bom?
— Pelo menos você treinou para quando ser pai.
— Que lindo, além de namorado perfeito vou ser um pai perfeito também.
— Claro, Lucas. Claro.  Ela ri.
— Sarcasmo? Idiota.
— Eu? Você que é.
— Por você? Sempre fui.  Ela sorri e o agarra.
— Promete que vai ser para sempre?
— Só se me prometer que vai no banheiro sozinha. Ela ri.
— Prometo.
— Então, prometo.

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